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2a Fase - Disserte sobre o Método “toyotista” de produção x modelo “taylorista-fordista”.

Resposta: Romildo Oliveira

A constituição de uma empresa tem por objetivo principal a obtenção de lucro. Desse modo, o sistema de produção é um dos métodos que o empresário tem de maximizar seus ganhos. Busca-se reduzir custos e aumentar a produtividade.

Neste viés, Taylor observou que a segmentação de produção é o meio mais racional de produzir com eficiência e eficácia, em que cada trabalhador é responsável apenas por uma parte do processo produtivo, sem se preocupar com o objeto final. É o que se denomina taylorismo. Henry Ford, aplicando esse sistema racional, implantou a linha de produção por meio de esteiras ou trilhos, em que é definido, externamente, o tempo que cada trabalhador tem para cumprir sua tarefa. Tem-se, aqui, o fordismo.

Por sua vez o Toyotista, que não abandonou a produção segmentada, passou a ter uma procupação maior com o produto final, direcionando sua produção para cada tipo de consumidor. Neste sistema aplica-se a concepção do “just in time” (ausência de estoques), em que cada fase da produção é realizada por empresas diversas, surgindo, daí a ideia de terceirização.

Veja-se que, em todos esses sistemas de produção, a especialização da mão de obra acaba por ignorar a  questão fisiológica e psicológica do trabalhador, o que ocasiona a fadiga e, por consequência, a ocorrência de acidentes e doenças do trabalho. É o que se constata, ainda nos dias de hoje, nas linhas de produção, especialmente em atividades como as de frigoríficos.

Não bastasse,  a segmentação da produção, por fomentar a terceirização, acaba por precarizar a relação de trabalho clássica, bem como os direitos conquistados ao longo dos tempos, inclusive em quanto à organização sindical. Face a isso, a coisificação do trabalhador reduz a sua condição humana, transformando a pessoa do trabalhador em apenas mais uma peça do sistema produtivo.

Ao final, verifica-se que mesmo sendo lícita a obtenção de lucro, não é possível desprezar a condição da pessoa humana do trabalhador. Isso porque a ordem econômica constitucional admite a livre iniciativa, mas é fundada na valorização do trabalho humano, a fim de assegurar a justiça social pela existencia digna de todos (art. 170, CF).

 

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